Polícia

Execução de filhos de líder comunitário teria sido ordenada por traficante preso

Criminosos teriam usado um Astra preto para chegar e sair do local das mortes

Após o assassinato de Leo Antônio Genovêncio Maciel Júnior, 23 anos, e Diogo Pereira Maciel, de 29, filhos do líder comunitário da Vila Chocolatão, executado em 2009, em Porto Alegre, na noite de segunda-feira, a família das duas vítimas está com medo. Conforme informações preliminares da Brigada Militar, os bandidos teriam usado um Astra preto para chegar ao local do crime e teriam feito a ação a mando de um traficante preso. Os criminosos ameaçam matar os outros cinco filhos de Leo Antônio Genovêncio Maciel.

O crime

Durante os assassinatos, seis pessoas estavam na casa da família Maciel, entre elas a mãe das vítimas e duas crianças de três e dez anos. As testemunhas relataram que um dos homens pediu para os familiares trancarem as crianças no banheiro. Leo e o irmão foram levados para a cozinha, no fundo da casa, onde foram alvejados.

Em 2009, Leo Antônio Genovêncio Maciel foi morto quando trabalhava em um galpão de reciclagem. Ele era presidente da Associação de Moradores da Vila Chocolatão e foi executado com três tiros. O crime tinha suposta relação com o tráfico de drogas, já que Leo tentava evitar as ações de um traficante local. Alguns dias depois do crime, um homem foi preso e indiciado pela morte.