"Temos algumas linhas de investigação, mas a de disputa pelo tráfico entre facções rivais que atuam na região Metropolitana é a mais forte. A vítima tinha antecedentes criminais relacionadas ao comércio de entorpecentes e por isso estamos trabalhando com isso", declarou em entrevista ao Correio do Povo.
O delegado relatou ainda que a Polícia Civil conseguiu identificar três atiradores nas imediações da entrada do hospital. Além da vítima, diversas pessoas que estavam no local foram surpreendidas pelos tiros. "Ele (Lemos) estava lá para uma consulta e foi surpreendido pelos suspeitos que estavam em diferentes pontos", contou.
O delegado afirmou que ontem mesmo já foram realizadas diligências e hoje as buscas por evidências continuam. Questionado sobre como os suspeitos sabiam o paradeiro da vítima, Reis explicou que este tipo de informação não é difícil de conseguir. "As informações correm. Pode ser que alguém infiltrado tenha dado a dica. Há vários caminhos para conseguir localizar uma pessoa", ponderou.
Imagens de câmeras de monitoramento serão analisadas na busca pelos suspeitos. Reis não estabeleceu prazo para o término da investigação porque o crime é muito recente. "Não podemos apressar as coisas. A investigação é complexa e qualquer coisa que seja feita rapidamente não ajudará em uma possível condenação", concluiu.
Crime
Pouco depois das 15h30min, Fabiano Lemos foi surpreendido por atiradores quando estava perto da entrada do Hospital São Lucas da PUC. Conforme a Brigada Militar, ao menos três homens que chegaram ao local em um Corolla roubado efetuaram os disparos.
Logo após o crime, o Corolla foi encontrado queimado em uma rua próxima da avenida Ipiranga. Testemunhas relataram que os suspeitos ingressaram em uma Captiva vermelha, que horas mais tarde foi encontrada nas proximidades do Morro Santa Tereza.