“Até chegar ao local, nessa madrugada, e verificar com os meus próprios olhos, eu não acreditava. Com essa quantidade, em torno de 200 a 300 kg, a gente implode um prédio. No Carandiru, se não me falha a memória, foi utilizado não muito mais do que isso para ele ser implodido”, observou.
O delegado não descarta o envolvimento de presidiários na série de assaltos a bancos com utilização de explosivos no Rio Grande do Sul. “Os mais notórios assaltantes de banco estão atrás das grades. Eu tenho certeza que esse conhecimento é passado por eles”, disse, mencionando que os ataques são muito bem “orquestrados”, apesar de terem diminuído. “O que vem aumentando é a gravidade e a violência empregada.” Segundo o Sindbancários foram registrados 93 assaltos a banco neste ano. Ferreira ressaltou que o menor fator para a queda no número é o trabalho das polícias. “Vamos ser realistas quanto a isso.”
A polícia vinha investigando a origem dos artefatos usados por criminosos nos últimos meses. "Agora já sabemos de onde vem", disse. No entanto, Ferreira destacou que é muito difícil fiscalizar as empresas que vende e utilizam esse tipo de material. “Isso acontece como acontece com muitas coisas no Brasil. Não se tem um controle de quem vende, quanto que vende. A gente tem um descuido nisso."
Ataque a pedreira
Cinco homens encapuzados e fortemente armados renderam o único guarda que estava de serviço e levaram o material. Os assaltantes teriam entrado no terreno da mineradora, cortado o arame farpado e arrombado a porta de ferro do galpão onde ficam os explosivos. Após o crime, ocorrido no bairro Santa Tecla, área rural de Gravataí, o bando teria seguido para Novo Hamburgo.
Paverama
Na terça-feira, o cofre de uma agência bancária do Banco do Brasil foi explodido em Paverama, na região do Vale do Taquari. De acordo com a Brigada Militar (BM), pelo menos cinco homens armados com fuzis participaram do crime. Eles teriam chegado ao local em três carros.