Polícia

Explosivos roubados em pedreira devem ser usados em ataque a bancos, diz delegado

Cerca de 250 kg foram levados de mineradora em Gravataí por grupo armado

Os cerca de 250 kg de explosivos roubados de uma pedreira em Gravataí, na madrugada desta quarta-feira, devem ser utilizados para novos ataques a bancos no Estado, segundo o titular da Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos, Juliano Ferreira. “Isso nos preocupa. Começamos a trabalhar para prender e barrar esse pessoal o mais rápido possível”, disse em entrevista ao programa , Bom Dia da Rádio Guaíba nesta manhã.

“Até chegar ao local, nessa madrugada, e verificar com os meus próprios olhos, eu não acreditava. Com essa quantidade, em torno de 200 a 300 kg, a gente implode um prédio. No Carandiru, se não me falha a memória, foi utilizado não muito mais do que isso para ele ser implodido”, observou.

O delegado não descarta o envolvimento de presidiários na série de assaltos a bancos com utilização de explosivos no Rio Grande do Sul. “Os mais notórios assaltantes de banco estão atrás das grades. Eu tenho certeza que esse conhecimento é passado por eles”, disse, mencionando que os ataques são muito bem “orquestrados”, apesar de terem diminuído. “O que vem aumentando é a gravidade e a violência empregada.” Segundo o Sindbancários foram registrados 93 assaltos a banco neste ano. Ferreira ressaltou que o menor fator para a queda no número é o trabalho das polícias. “Vamos ser realistas quanto a isso.”

A polícia vinha investigando a origem dos artefatos usados por criminosos nos últimos meses. "Agora já sabemos de onde vem", disse. No entanto, Ferreira destacou que é muito difícil fiscalizar as empresas que vende e utilizam esse tipo de material. “Isso acontece como acontece com muitas coisas no Brasil. Não se tem um controle de quem vende, quanto que vende. A gente tem um descuido nisso."

Ataque a pedreira

Cinco homens encapuzados e fortemente armados renderam o único guarda que estava de serviço e levaram o material. Os assaltantes teriam entrado no terreno da mineradora, cortado o arame farpado e arrombado a porta de ferro do galpão onde ficam os explosivos. Após o crime, ocorrido no bairro Santa Tecla, área rural de Gravataí, o bando teria seguido para Novo Hamburgo.

Paverama

Na terça-feira, o cofre de uma agência bancária do Banco do Brasil foi explodido em Paverama, na região do Vale do Taquari. De acordo com a Brigada Militar (BM), pelo menos cinco homens armados com fuzis participaram do crime. Eles teriam chegado ao local em três carros.


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