Polícia

Facção criminosa de Porto Alegre teria executado jovem em Novo Hamburgo

Três homens armados realizaram o crime após entrarem pela porta principal do hospital

Homem foi morto a tiros dentro do hospital
Homem foi morto a tiros dentro do hospital Foto : Samuel Maciel
A morte do jovem Wellington Jean Brito Bandeira, 20 anos, executado com vários disparos, dentro do Hospital Municipal Geral de Novo Hamburgo, na manhã desta quinta-feira, estaria relacionada com a disputa por pontos de tráfico de drogas. Segundo o delegado Enizaldo José Plentz, titular da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, informou que o paciente pertenceria a uma facção criminosa de Novo Hamburgo. 

Segundo Plentz, a briga entre uma facção de Porto Alegre e de São Leopoldo começou na sexta-feira passada no bairro Vicentino, em São Leopoldo, onde uma pessoa morreu. Na segunda-feira, ocorreu uma segunda morte. “Todas as mortes são de pessoas que pertencem a facção do Vale do Sinos”, explicou. Conforme Plentz, integrantes da facção criminosa da Capital foram até Novo Hamburgo eliminar os rivais que atuam no Vale do Sinos.

O delegado contou que três homens armados com pistolas calibre 9mm entraram pela porta principal do hospital. Em seguida, um dos criminosos rendeu os vigilantes e os outros dois subiram até o quarto de Bandeira e executaram o jovem. A namorada do paciente internado no hospital se escondeu no banheiro e conseguiu fugir pela janela.

Os autores dos disparos, segundo o delegado, fugiram pela recepção principal e embarcaram em um veículo Toyota que logo em seguida foi abandonado no bairro Operário. Em razão do trabalho da perícia, as visitas no hospital foram canceladas.

Simers critica falta de segurança

Em nota, a direção do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) afirmou que a execução expõe mais uma vez o caos na segurança do Estado. "Mais uma vez, pacientes, funcionários, médicos e familiares correram sério risco de vida devido à falta de segurança nas unidades de saúde. O Simers defende a instalação de detectores de metais nos acessos aos ambientes", disse a nota.

Com a morte desta quinta, o sindicato contabilizou 11 ocorrências em unidades de saúde (dentro e no entorno) em 2017, seis deles em Porto Alegre e cinco no Interior. No mesmo período de 2016, haviam sido apenas dois casos na Capital. Desde 2014, são 73 casos de violência no setor, 48 deles em Porto Alegre.

“Com os 11 casos registrados em 2017, claramente o Estado perdeu o controle da situação”, comentou o presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes. “Hoje o médico que sai de casa para salvar vidas não sabe se retorna para abraçar os filhos”, acrescentou.