As últimas negociações para a rendição de Rodrigo Luciano Luz, de 32 anos, que mantinha a ex-companheira como refém, contaram com o apoio de familiares do vigilante. O irmão de Rodrigo, Clóvis Santini da Luz, contou que ficou sabendo do caso na manhã desta segunda-feira. No mesmo momento, ele e a sobrinha do vigilante, Vanda Denise Luz, deixaram a cidade de Tubarão (SC) e chegaram a Canoas por volta das 16h. Daquele período em diante, mantiveram contato por telefone com Rodrigo Luz.
"Conversamos bastante e o Rodrigo reconhecia que tinha cometido um erro. Apesar de ele dizer que ia se matar, a gente falava para ele ficar tranquilo, pois estávamos contatando um advogado e que tudo acabaria bem", afirmou Vanda. Ela também negou as informações que pretendiam invadir a casa e que não acredita que seu envolvimento tenha prejudicado as negociações. "Como somos evangélicos, falamos bastante na palavra de Deus para o Rodrigo. Dizíamos para ele pensar em Jesus, nas crianças e na mãe dele", afirmou a sobrinha. Vanda também contou que o vigilante tinha medo de levar algum tiro ou de ser agredido pelos policiais.
Já o irmão do vigilante disse não saber os motivos que levaram Rodrigo a manter como refém a ex-companheira. "Ele sempre foi uma pessoa boa e trabalhadora. Acredito que ele tenha ficamos muito decepcionado com o fim do relacionamento", disse Clóvis Luz.
Família ajudou na rendição de vigilante
Irmão de Rodrigo Luciano Luz chegou a Canoas por volta das 16h e auxiliou a polícia