Até a tarde desta sexta-feira, a Polícia Civil pedia o auxílio de moradores de Ijuí com base em um relato do assassino confesso de que a vítima atendia pelo apelido de "Gauchinho" e era da região das Missões. Daniel de Lima, de 22 anos, que admitiu o triplo homicídio em depoimento à Polícia Civil de Gravataí (RS), no início da semana, reconheceu a vítima por meio de uma foto divulgada pela família.
Segundo Lima, Oliveira era o dono do Ford Fiesta roubado por ele e por dois comparsas, também já presos, depois que as três vítimas foram mortas e enterradas nos fundos do pátio de uma casa às margens da BR 101, na localidade de Morro Cambirela. A polícia descobriu ainda que o veículo é o mesmo que foi encontrado queimado, nesta semana, em Praia Grande, no município catarinense de Santa Rosa do Sul, onde uma quadrilha explodiu uma agência do Besc, sem conseguir levar o dinheiro. De acordo com a polícia, o Fiesta carbonizado foi usado para despistar os PMs que perseguiam o bando. Com os três presos, a polícia vai tentar, agora, conseguir pistas que levem aos assaltantes de banco.
Uma segunda vítima já havia sido identificada como Márcio Teodoro da Silva, de 32 anos, que desde 2005 vivia em Florianópolis e trabalhava como flanelinha em uma casa noturna da capital. Silva morou também em Criciúma e no Rio. Assim como Oliveira, ele era considerado desaparecido, desde novembro. O material genético das duas famílias já foi coletado para que seja confrontado com o dos corpos.
O terceiro morto segue sem identificação, mas a polícia presume que se trate de um morador de Criciúma, que também teve o retrato falado divulgado. Perto do local onde os três corpos foram desovados havia materiais associados a magia negra, o que ainda mantém a suspeita de que o crime possa também ter sido motivado por rituais macabros.