A irmã da juíza, Márcia Acioli, disse que a família tem convicção de que os matadores não agiram sozinhos e sem o conhecimento de hierarquias superiores. “Eu quero quem mandou. Não quero peixe pequeno. Esses três são o início do trabalho. Porque quem pega a arma é uma coisa. Quem manda é outra. Eu quero saber quem mandou matar minha irmã. Quem deu essa ordem”, declarou.
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, considerou que os três nomes apontados são apenas o início do processo, que requer a formação de provas mais robustas visando à condenação. “Eles são a primeira etapa de um calvário. Eu sei o que é convencer sete jurados sem uma testemunha ocular, sem uma prova mais concreta, baseando-se apenas em indícios. Ainda não é o final, mais diligências precisam ser feitas. O inquérito não está concluído”, disse.
A AMB lançou um manifesto pela segurança dos magistrados. Calandra pretende entregar nesta terça-feira, ao vice-presidente da República, Michel Temer, uma cópia do documento. Ele vai pedir ainda uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff.
No próximo dia 21, está prevista uma passeata em Brasília. Segundo o presidente da AMB, são esperados cerca de 2 mil juízes e promotores de todo o país. O objetivo é sensibilizar deputados e senadores a votarem reformas no Código de Processo Penal e no Código Penal, diminuindo as instâncias de recursos e agilizando a condenação de réus julgados culpados.