No entanto, Rodrigues, que trabalha na região do Espinilho, no interior de Livramento, encontrou a família na manhã desta quarta-feira e desfez o equívoco. Segundo a família, o trabalhador rural costuma ir à cidade somente a cada dois meses. Na última estada, no domingo, ele ficou hospedado na casa de uma amiga no bairro dos Jardins e não foi mais visto.
Em depoimento à Polícia Civil, os familiares admitiram que, no velório, um dos irmãos teria comentado que havia estranhado o semblante bem diferente do homem que estava no caixão. Ainda segundo o boletim de ocorrência, outro irmão teria dito: "Já que tem um morto aqui de qualquer jeito, vamos ter que enterrar".
O delegado Othelo Saldanha Caiaffo explicou que eles deveriam ter suspendido imediatamente os serviços fúnebres e comunicado o fato à Delegacia de Polícia (DP). O início dos trâmites para desfazer o engano começou nesta quarta na DP, quando Rodrigues, acompanhado por seus irmãos, registrou ocorrência para esclarecer a confusão.
Na DP, a família foi advertida pelo erro cometido e houve um princípio de confusão depois que Rodrigues soube que permanecerá oficialmente como morto por algum tempo, até que seja desfeita a certidão de óbito emitida em seu nome.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a identidade do desconhecido. Trata-se de um homem branco, aparentando 50 anos, encontrado caído no último sábado em via pública pela equipe de resgate do Corpo dos Bombeiros. Com sinais de embriaguez, ele foi levado à Santa Casa de Misericórdia, onde morreu vítima de um Acidente Vacular-Cerebral (AVC).