Polícia

Familiares do policial civil morto em operação fazem homenagem na Arena do Grêmio

Minuto de silêncio foi feito antes da partida entre Grêmio e Corinthians

Familiares do policial civil Rodrigo Wilsen da Silveira, morto em uma operação realizada na última sexta-feira, em Gravataí, na Região Metropolitana, organizaram uma homenagem na Arena do Grêmio, durante partida contra o Corinthians, na tarde deste domingo. Foi realizado um minuto de silêncio antes do início do jogo e a entrada de policiais e parentes de Rodrigo, que era gremista, no estádio.

Clóvis Frota da Silveira, de 70 anos, pai do policial Rodrigo, disse que eles levaram um banner para o ato e espera que esse seja um momento de alertar para a importância do trabalho da Polícia Civil. ”A gente está tentando fazer isso para chamar a atenção da população para a importância da atuação da Polícia. É preciso incentivar a Polícia Civil. Também queremos mostrar que a corporação é uma família unida”, disse o pai que trabalha na área da saúde. Na homenagem, se reuniram os pais, irmãos e tios.

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Rodrigo deixou os pais, dois irmãos, dois filhos e dois enteados. A esposa Raquel Biscaglia, também escrivã da polícia, estava atuando junto com Rodrigo na operação de combate ao narcotráfico, dentro de um condomínio popular, no bairro Passo das Pedras, em Gravataí. Ao entrarem no local, os policiais civis foram surpreendidos pela quadrilha. Os disparos atravessaram uma parede de gesso acartonado e um dos tiros atingiu o chefe de investigação. Houve um confronto até os criminosos se renderem. Cinco pessoas foram presas, incluindo a líder do narcotráfico na vila Planaltina.

O autor do disparo que matou Rodrigo foi identificado como um “matador de aluguel” da região. O promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim postou nas redes sociais um texto de repúdio à situação do criminoso, que possui uma extensa ficha criminal. “Quem estava lá para levar o tiro fatal foi este herói anônimo que tombou”, escreveu Amorim, criticando a política de desencarceramento e os adeptos dessa estratégia. “Quem tombou foi um herói. Mais um mártir”, repetiu.