Polícia

Fase volta a adiar fim da revista íntima em casas de abrigo de adolescentes

Um dos motivos do adiamento é a possibilidade da comprar dos equipamentos

Instituição criou um Grupo de Trabalho (GT) para discutir a questão em até 45 dias
Instituição criou um Grupo de Trabalho (GT) para discutir a questão em até 45 dias Foto : Carla Ruas / CP Memória
A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) do Rio Grande do Sul voltou a adiar, para o primeiro trimestre de 2015, a entrada em vigor da regra que extingue a revista íntima das casas de abrigo de adolescentes infratores. A resolução havia sido prometida para o fim do ano. A instituição criou um Grupo de Trabalho (GT) para discutir a questão em até 45 dias, a exemplo do que ocorreu recentemente com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). O grupo é formado por representantes de equipes técnicas, agentes socioeducadores e direções das Unidades de Internação.

A seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cogitou fazer o encaminhamento à Fase do pedido de fim da revista íntima, a exemplo do que já havia sido feito à Susepe. O diretor socioeducativo da Fundação, André Severo, admite a tendência de entrada maior de entorpecentes com o fim do procedimento, já que a fundação não dispõe de tecnologia para substituir a revista. Um dos motivos do adiamento é a possibilidade de comprar equipamentos para o devido fim.

O Diário Oficial do Estado disciplinou, em fim de novembro, o fim da revista íntima convencional nas cadeias do Rio Grande do Sul. Em vez de ficarem nus, os visitantes, com roupas íntimas, passarão pela revista de dois equipamentos para a detecção de metais e outros elementos que possam levantar suspeita.