Dois irmãos, filhos do líder comunitário da Vila Chocolatão executado em 2009, na Capital, foram assassinados na noite desta segunda-feira. Leo Antônio Genovêncio Maciel Júnior, 23 anos, e Diogo Pereira Maciel, de 29, jantavam com a família, na casa do bairro Igara, em Canoas, quando dois homens armados invadiram a residência, por volta das 20h. De acordo com testemunhas, os criminosos não anunciaram assalto. “Chegaram e atiraram”, disse o homem que pediu para ter a identidade preservada.
Segundo a Brigada Militar, outras seis pessoas estavam no local, entre elas a mãe das vítimas e duas crianças de três e dez anos. As testemunhas relataram que um dos homens pediu para os familiares trancarem as crianças no banheiro. Leo e o irmão foram levados para a cozinha, no fundo da casa, onde foram alvejados.
O pai, Leo Antônio Genovêncio Maciel, foi morto em dezembro do ano passado, quando trabalhava em um galpão de reciclagem. Ele era presidente da Associação de Moradores da Vila Chocolatão e foi executado com três tiros. O crime tinha suposta relação com o tráfico de drogas, já que Leo tentava evitar as ações de um traficante local. Alguns dias depois do crime, um homem foi preso e indiciado pela morte.
Um familiar das vítimas, que também pediu sigilo por medo de represálias, informou que a mudança para Canoas havia ocorrido por conta do crime contra o líder comunitário. “Só desgraça”, desabafou.
Filhos de líder comunitário da Vila Chocolatão são assassinados
Após morte do pai, no ano passado, família havia se mudado para Canoas