Polícia

"Fiquei com medo de morrer”, diz soldado sobre tiroteio em Charqueadas

Polícia faz buscas a dois criminosos que conseguiram fugir de Colônia Penal Agrícola

Após o tiroteio na madrugada desta segunda-feira que resultou em um policial baleado, em Charqueadas, o soldado Climaco da Mota falou sobre sobre o confronto. O agente afirmou que sentiu medo de morrer e que só pensou em proteger o colega. “Estaria sendo hipócrita, se te dissesse que não tive medo de morrer. Claro que tive. Mas, quando vi o colega baleado, arrastei o corpo dele para um barranco e continuamos trocando tiros com os criminosos. Minha intenção foi a de proteger ele”, disse o soldado Mota.

Depois de receberem informações que apenados do regime semiaberto haviam saído da Colônia Penal Agrícola (CPA), em Charqueadas, para comprar cachaça, dois policiais militares montaram campana para prender os detentos, esta madrugada. Na Estrada da Produção, próximo à CPA, um motoqueiro que estava parado foi abordado pelos PMs. Com ele foram apreendidos quase 2 kg de maconha e cerca de 50g de crack. Minutos depois, os brigadianos foram surpreendidos com diversos disparos que vinham de um matagal às margens da estrada.

O policial militar Luciano Fortes Quevedo foi baleado na perna. Ele chegou ao Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre, às 2h, e não corre risco de morte. Após chamarem reforço, os PMs conseguiram prender dois criminosos. Um revólver calibre 38 foi apreendido. O motoqueiro, que estava com a droga, não era apenado. O outro preso, segundo a BM, era detento da CPA. A polícia faz buscas a outros dois bandidos, que seriam internos da Colônia Penal Agrícola.