O caminhoneiro residia com a mulher e dois filhos, Eduardo, 19, e Vanessa, 14, no bairro Santa Terezinha, no município. Inclusive Kranlow vinha se preparando para fazer a festa de 15 anos da filha, que ocorreria em 7 de janeiro. “Era o sonho dele fazer esta festa de 15 anos para a minha irmã”, contou Eduardo. “Inclusive, ele já estava providenciando a locação de um local para a comemoração.”
Kranlow era caminhoneiro há mais de 20 anos. Entrou na profissão logo após tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além de dois caminhões, ele possuía uma carreta e fazia transporte de material reciclável, de construção, entre outros. Há uma mês o filho também tirou a CNH e dividia o pai o trabalho. “Faz um mês que tirei a carteira e agora acontece isso”, lamentou o rapaz.
Ironicamente, Kranlow trocou de caminhão com o filho, no meio do caminho. A vítima retornava para Pelotas e Eduardo é que seguiria para a região Metropolitana com o carregamento. No entanto, os dois resolveram trocar de caminhão e Kranlow é que seguiu a rota, que mais tarde causaria a sua morte.
Na tarde desta quinta, Eduardo viu o corpo do pai. Segundo ele, o rosto apresentava marcas profundas de espancamento, com um dos olhos roxo. Antes de receber a pedrada, de acordo com filho, Kranlow havia parado em um posto de gasolina, onde foi agredido barbaramente. “Um caminhoneiro que participava do protesto filmou tudo”, disse. “O meu pai para e diz alguma coisa para um grupo, que abre a porta do caminhão, o tira para fora e começa a bater nele e em um determinado momento, uma voz afirma: esse alemão nunca apanhou tanto”, reconstituiu. Após o espancamento, o grupo aparentemente vai embora. A Polícia Civil já está com este vídeo.