O cárcere privado no qual o vigilante Rodrigo Luciano da Luz, 32 anos, manteve a sua ex-mulher, Josiane Pontes, foi o maior registrado pela polícia no Rio Grande do Sul. Não bastasse ser o mais longo, também desafiou a Brigada Militar, que esteve em frente à casa no bairro Guajuviras desde o início do drama, que começou às 23h de sexta-feira e terminou às 20h24min, com a rendição de Luz..
"Foi uma negociação muito difícil e teve diversos momentos complicados", disse o major Francisco Lannes Vieira, um dos responsáveis pelo intermédio com o vigilante. Além dele, o também major Rogério Araújo Souza participou das converas e confirmou as palavras do colega.
Os dois oficiais da Brigada Militar relataram ainda que por diversos momentos temeram pelo pior, achando que o vigilante poderia vir a se suicidar. Eles apontaram a cena de domingo de manhã, quando os policiais entregaram um lanche para ele como decisivo, pois ali estabeleceram uma relação de confiança com Luz.
"Foi uma negociação muito difícil", diz oficial da BM
Majores da Brigada Militar relatam dificuldade para resolver o caso de cárcere privado em Canoas