Polícia

Forças de seguranças realizam operação com mais de 3 mil homens na zona Norte do Rio

Batalhões da polícia militar e Bangu 3 passaram por inspeção

Mais de 3 mil militares das Forças Armadas, 150 policiais militares e 350 policiais civis realizaram o cerco
Mais de 3 mil militares das Forças Armadas, 150 policiais militares e 350 policiais civis realizaram o cerco Foto : Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP
O Exército e as polícias Militar e Civil realizam nesta terça-feira uma operação no Complexo do Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação ocorre após o anúncio, na última segunda-feira do patrulhamento das regiões Norte, Sul e Central da cidade e faz parte das medidas implementadas pela Intervenção Federal na Segurança Pública, que completa 40 dias.

De acordo com informações da assessoria do Comando Conjunto, 3,4 mil militares das Forças Armadas, 150 policiais militares e 350 policiais civis realizam o cerco, a estabilização dinâmica da área e a desobstrução de vias.

Segundo a Polícia Militar, a autoestrada Grajaú-Jacarepaguá foi fechada nos dois sentidos. Os bloqueios das vias de acesso à comunidade pretendem impedir a fuga de criminosos e coibir roubo de veículos e de cargas.

A assessoria também informa que Polícia Civil irá cumprir mandados de prisão. Também está prevista a possibilidade de restringir o espaço aéreo na região. Por enquanto, não há interferência nas operações dos aeroportos. A ação ocorre após uma série de mortes na capital fluminense.

Desde o último sábado, 11 pessoas morreram na Rocinha durante conflitos que envolveram traficantes, a Polícia Militar e o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Entre elas, estava um policial militar - o 30º a ser assassinado no Estado do Rio neste ano.

Batalhão de Choque e Bangu 3 passam por inspeção

O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) fez nesta terça-feira uma inspeção em três unidades de operações especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Foram vistoriadas, ao mesmo tempo, os Batalhões de Polícia de Choque (BPChq), de Ações com Cães (BAC) e o Grupamento Aeromóvel (GAM). As comissões de inspetores foram recepcionadas pelos comandantes das respectivas unidades às 8h.

O chefe do GIF, General Mauro Sinott, participou da Inspeção no BPChq. No BAC o responsável foi o Coronel Menescal e no GAM, a comissão foi liderada pelo Coronel Gonçalves. Assim como na inspeção da semana passada no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), não houve conversa com a imprensa no início do trabalho e não há previsão de divulgação de balanço pelo gabinete, nem pela PM. As vistorias do GIF começaram pelo Batalhão de Bangu (14º BPM), em Gericinó, na zona Oeste da cidade, no dia 14. O objetivo é fazer um diagnóstico das áreas funcionais, para identificar as dificuldades e resgatar a capacidade operacional da unidade.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que está fazendo uma varredura na Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, conhecida como Bangu 3, em Gericinó, para "apreender materiais ilícitos ou cuja posse não seja autorizada". A operação conta com o apoio logístico das Forças Armadas, no contexto do Decreto Presidencial de Garantia da Lei e da Ordem, dentro do Plano Nacional de Segurança Pública, assinado em 28 de julho de 2017.

Participam 120 inspetores de Segurança e Administração Penitenciária e 220 militares do Exército e do Batalhão de Engenharia, além do apoio do Gerenciamento de Crise do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). As fiscalizações nas unidades prisionais fazem parte do planejamento iniciado no final de janeiro, quando David Anthony Gonçalves Alves assumiu a Secretaria. Segundo a Seap, um balanço deve ser divulgado no final do dia.