Um homem que estava foragido da Justiça foi preso em flagrante pela Brigada Militar (BM) nesta sexta-feira, na avenida Osvaldo Aranha, no bairro Bom Fim, nas proximidades do local de trabalho de sua ex-companheira, que tinha medida protetiva e havia sido vítima de tentativa de feminicídio há alguns dias em Porto Alegre.
Conforme a BM, a ocorrência teve início quando o 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionado para atendimento de ocorrência de descumprimento de medida protetiva. No local, a vítima relatou que estava sendo perseguida pelo seu ex-companheiro, que tinha diversas passagens pela polícia e se encontrava foragido desde o dia 17 de janeiro, quando foi registrado a primeira tentativa de feminicídio.
A guarnição prestou atendimento e encaminhou a vítima à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para os procedimentos legais. Na sequência, foram realizadas diligências pelas guarnições da BM, que localizaram e abordaram do autor. Segundo a polícia, a ação foi determinante para impedir que ele tentasse novamente matar a mulher.
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Durante a abordagem, o indivíduo tentou fugir, desobedeceu à ordem de parada e resistiu à imobilização, mas foi contido pelos policiais. Contra o homem, havia um mandado de prisão preventiva em vigor, expedido pelo Poder Judiciário.
Na quinta-feira, a Brigada Militar já havia sido acionada para atendimento de ocorrência de descumprimento de medida protetiva envolvendo o mesmo autor. Na ocasião, a vítima informou que ele estaria rondando sua residência. Chegaram a ser realizadas diligências nas imediações, mas o homem não foi localizado.
A medida protetiva que a vítima tinha contra o suspeito foi deferida após outra ocorrência, registrada no dia 17, no bairro Azenha. Na ocasião, ele desferiu disparos de arma de fogo em direção à irmã da ex-companheira e, na sequência, agrediu a mulher com coronhadas na região da cabeça. Desde então, ele estava foragido.
Sensação de dever cumprido
Os soldados PM Andrei e Alt, do policiamento ostensivo do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), contam que já atenderam ao menos dois casos semelhantes. “Diante de tantas ocorrências de feminicídio registradas em um curto período do ano, a sensação é de dever cumprido, pois retiramos de circulação um indivíduo que atenta contra a vida de mulheres,” disse Andrei.
O comandante do 9º BPM, tenente-coronel PM Hermes Völker, comentou sobre a valorização da profissão e o comprometimento com o serviço público. “A ação de hoje é o que todo policial deseja e espera no final de um turno de serviço: voltar para casa com o sentimento do dever cumprido, de ter feito algo a mais, de ter salvo uma vida. Quando isso ocorre, contagia todos os demais colegas.”