Polícia

Fortunati pede reunião com Tarso sobre violência em SC

Prefeito da Capital demonstrou preocupação e confirmou pasta específica para segurança

Durou mais de duas horas a reunião do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, com o comitê gestor, responsável por encaminhar mudanças no formato da máquina administrativa para a segunda gestão. No fim do encontro, o pedetista confirmou que vai desmembrar a Secretaria de Segurança Urbana e Direitos Humanos em duas pastas. Fortunati demonstrou preocupação com a área e a onda de violência próxima do Estado. “A realidade é de uma onda de ataques criminosos organizada que começou em São Paulo e já chegou ao nosso Estado vizinho de Santa Catarina. Já agendei reunião com o governador Tarso Genro para pedir uma colaboração do Estado”, garantiu o prefeito.

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Ele ressaltou que, por enquanto, o redesenho da máquina pública não discute os futuros nomes do secretariado. “É impossível revelar qualquer indicação de nomes, já que nem mesmo os partidos sabem quais as pastas que irão administrar”, destacou Fortunati, que ainda afirmou que não vetou a manutenção de atuais secretários tendo determinado apenas os melhores perfis políticos dos partidos conforme as características de cada secretaria.

Segundo informações dos bastidores do Paço Municipal, o prefeito ainda resiste a chamar de volta para o primeiro escalão Cássio Trogildo, do PTB, que foi secretário da Smov; Márcio Bins Ely, do PDT, que dirigia o Planejamento, e Valter Nagelstein, do PMDB, que foi secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio. Todos esses políticos vão assumir mandatos na Câmara de Vereadores da Capital.

Mesmo sem saber a composição do secretariado, Fortunati confirmou cobranças periódicas e cumprimento de metas. Segundo o prefeito, os novos secretários vão ser obrigados a assinar uma espécie de contrato de gestão se comprometendo com a prestação de serviços.

Fortunati também admitiu a intenção de buscar apoio com adversários de campanha, como PSDB, PSB e PSD. “Nós vivemos uma situação eleitoral onde não houve segundo turno e que, em tese, pode haver uma negociação de algum desses partidos para apoiar a nossa administração. Como esse processo não aconteceu, é natural esse tipo de contato agora, com o objetivo de garantir a governabilidade sem qualquer estratégia de futuras projeções eleitoreiras”, concluiu.

O redesenho da máquina pública ganhou o aval de Fortunati e vai ser descrito em um projeto de lei que deve ser enviado na semana que vem para aprovação na Câmara Municipal. “No dia seguinte que esse projeto for protocolado, já estaremos trabalhando no convencimento da oposição. Para vigorar a partir do início de 2013, esta matéria deve ser apreciada no máximo até 19 de dezembro”, avaliou o vice-prefeito eleito Sebastião Melo, que ainda é vereador e vai assumir a articulação entre os pares.



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