Polícia

Fraudadores usam nomes de mortos em acidentes aéreos para obter benefício do INSS

Prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 3 milhões

Fraudadores utilizaram nomes de vítimas de grandes desastres aéreos no país, forjando falsas relações de parentesco e dependência econômica, para subsidiar a concessão irregular de pensões por morte, conforme as operações Miragem e Caixa Preta, deflagradas nesta quinta-feira pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e o Ministério da Previdência Social, no Rio de Janeiro. Estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão preventiva, envolvendo cinco servidores do INSS, e 28 mandados de busca e apreensão.

As investigações foram iniciadas para apurar ilegalidade no requerimento e no saque de benefícios previdenciários e assistenciais por despachantes e servidores autárquicos que inseriam informações fictícias nos sistemas previdenciários e falsificavam documentos públicos. O objetivo da organização criminosa, investigada havia um ano, era requerer e sacar benefícios da prestação continuada, pensões por morte e aposentadorias irregulares. Já foram identificados cerca de 160 benefícios fraudulentos ou com sérios indícios de irregularidade. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 3 milhões.

Os investigados, dependendo da participação, responderão por estelionato, inserção de dados falsos em sistemas de informação, falsidade ideológica, falsificação de documento público, advocacia administrativa e formação de quadrilha. Cerca de 160 policiais e técnicos da Previdência Social participam da operação.

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