A Polícia Civil já obteve informações importantes nas investigações sobre o assassinato da corretora de seguros Andressa Reinaldo Ellwanger Friedrich, de 25 anos, ocorrido na madrugada desse domingo passado em Canoas, na Região Metropolitana. Ela foi baleada na cabeça quando chegava em casa, com o marido e a filha pequena, na Travessa B, perto da estrada do Nazário, no bairro Olaria. O autor do crime roubou o Cobalt LTZ 1.8, de cor branca, da família, sendo que o veículo foi abandonado depois em Sapucaia do Sul.
A principal linha das investigações é o latrocínio, mas outras hipóteses também estão sendo examinadas. O titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ªDPRM), delegado Cristiano Alvarez, revelou que “possivelmente o criminoso estava sozinho no local aguardando algum tempo antes de cometer o crime”. Os agentes não descartam, porém, a possibilidade de algum cúmplice estar nas proximidades. Segundo ele, o bandido encontrava-se com o rosto coberto e usava um boné. Sobre o fato da jovem ter sido baleada sem que reagisse, o delegado disse que “chama bastante a atenção a frieza do criminoso quando já estava com o veículo praticamente em sua posse”. Conforme Cristiano Alvarez, o autor do crime carregou a pistola calibre 380 e efetuou o disparo contra a vitima. “Não é algo comum”, admitiu.
Além da coleta de depoimentos, os agentes estão procurando imagens de câmeras de monitoramento na região. Os laudos periciais no Cobalt, que está recolhido na 2ªDPRM, já foram realizados pelo Instituto-Geral de Perícia e podem trazer as impressões digitais do criminoso. “Estamos checando todas as informações que chegam”, destacou o titular da 2ªDPRM. Equipes de Canoas, Esteio e Sapucaia do Sul integram a força-tarefa criada para esclarecer o caso. “Estamos empenhados ao máximo”, assegurou.
Dor e tristeza
O corpo de Andressa foi sepultado na manhã desta segunda-feira no Cemitério Parque Memorial da Colina, em Cachoeirinha. Familiares, amigos e colegas dela compareceram à despedida fúnebre. A imprensa não foi liberada para acompanhar o enterro, No entanto, o engenheiro civil Marcus Daniel Friederich dos Santos, primo do esposo da vítima, foi o porta-voz da família e atendeu os jornalistas em frente ao cemitério. Conforme ele, o crime ocorreu quando o casal com a filha, de um ano e meio de idade, retornava de uma janta em um piquete no Acamamento Farroupilha em Porto Alegre. O Cobalt, observou, era dirigido pelo esposo. “Eles entraram e o portão estava fechando quando o cara entrou e ameaçou com a arma”, contou. Em seguida, o criminoso “pediu para meu primo ficar com a criança”.
O assassino pediu então para Andressa retirar o veículo para fora. “Quando ela saiu do carro, ele virou-se para ela e deu o tiro. Foi tão banal”, desabafou, acrescentando que não ocorreu nenhum reação dela para que se justificasse o disparo.
De acordo com o engenheiro civil Marcus Daniel Friederich dos Santos, a família está abalada, chocada e revoltada, além de querer justiça. “Cada vez mais está piorando. Amanhã quem será o próximo?”, questionou.
Ele lembrou que o casal era muito unido e cultivava as tradições gaúchas. O aniversário de dois anos da filha estava sendo inclusive planejado. “É chocante, na véspera do 20 de Setembro, o assassino está solto e ela está sendo enterrada”, comparou.
Após ter sido baleada, Andressa foi socorrida por um vizinho que é policial militar. Ela morreu durante atendimento médico no Hospital Nossa Senhora das Graças, no bairro Estância Velha. O Cobalt foi encontrado abandonado pela Brigada Militar na Travessa do Patronato, no bairro Novo Horizonte, em Sapucaia do Sul. O carro estava intacto, inclusive com a bolsa da jovem.
“Frieza do criminoso chama atenção”, diz delegado sobre mulher assassinada em Canoas
Andressa Friedrich foi enterrada nesta manhã, em Cachoeirinha