O Sindicato dos Servidores da Previdência (Sindisprev) exigiu, em reunião com a gerência do INSS no Rio Grande do Sul, que o contrato da empresa terceirizada que faz a vigilância dos prédios em todo o País seja revisto. Conforme o presidente do Sindisprev no Estado, Giuseppe Finco, a segurança dos funcionários e da população deveria vir em primeiro lugar. "Nós queremos que o ministro da Previdência modifique o contrato, porque achamos que a segurança do servidor e do segurado deve vir antes do patrimônio", reclama.
Finco teme que o arrombamento ocorrido nesta madrugada em uma agência na Capital tenha finalidade diferente de um simples furto. No início do mês, a Polícia Federal constatou que, em um arrombamento semelhante em São Paulo, foram instalados sistemas conhecidos como “chupa-cabras” nos computadores, que clonam as senhas dos funcionários e dão a quadrilhas a possibilidade de alterar o sistema de concessão de benefícios. O temor é que a mesma coisa tenha sido feita em Porto Alegre e que, caso haja fraude, servidores inocentes sejam punidos.
A agência está funcionando normalmente. A perícia técnica da Polícia Federal realizou uma vistoria no setor de manutenção de benefícios, no segundo andar, mesmo lugar arrombado no início do mês. Conforme a assessoria de imprensa do INSS, o laudo da perícia do primeiro arrombamento ainda não é conhecido.
Funcionários de agência arrombada do INSS pedem mais segurança
Sindicato teme que sistema previdenciário tenha sido fraudado