Agentes da 9ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre estão investigando a gangue do sequestro-relâmpago. O grupo, formado por pelo menos três integrantes - mas podem podem chegar a cinco pessoas -, está agindo na área do bairro IAPI, zona Norte da Capital e em bairros vizinhos.
Nesta tarde, um homem foi vítima do grupo. Um dos integrantes foi preso pelos policiais, momentos depois do golpe ser aplicado, mas negou envolvimento neste tipo de crime. Segundo o chefe de investigação, Jorge Reis, a delegacia tem vídeos onde o acusado aparece sacando dinheiro em caixas eletrônicos em dias diferentes.
Outros sequestros já teriam sido feitos e os criminosos costumam sacar o dinheiro do supermercados do Higienópolis e Assis Brasil, além do Bourbon. Durante a tarde, foi encontrada uma pasta com um revólver 38, provavelmente usado pelo grupo para intimidar as suas vítimas. O problema é o reconhecimento, pois as vítimas não têm contato com o suspeito que saca o dinheiro.
O homem que saca o dinheiro, e que foi preso nesta tarde, nunca aparece para as vítimas. De acordo com Reis, o grupo age com muita astúcia e naturalidade. Dois abordam a vítima, que via de regra está dentro de um automóvel. Eles a mantêm sob a mira de um revólver. Um dos sequestradores fica na direção do veículo, a vítima no banco do carona e o outro criminoso no de trás. Eles exigem o cartão bancário ou de crédito e a senha. "Depois de conseguir, eles passam para um terceiro integrante", disse Reis. "Este, entrega ao homem que foi preso e que vai até o caixa eletrônico para efetuar o saque".
Nesta tarde, conforme o acusado contou à polícia, foi sacado R$ 600, que seria dividido entre os integrantes do grupo. Cada um ficaria com R$ 200. "Isso porque o homem era um pobretão", reclamou o suspeito, detido na 9ª DP. Também é investigada uma gangue do bairro Bom Jesus, que estaria agindo da mesma maneira, em toda cidade.
Gangue do sequestro-relâmpago é investigada na Capital
Grupo age no bairro IAPI, na zona Norte, e em bairros vizinhos