Policiais civis e federais deflagraram, nesta quinta-feira, a Operação Impedimentum, em resposta ao ataque a tiros em um evento político em Bagé, na região da Campanha. Duas pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no atentado, que ocorreu no dia 15 de setembro.
A investigação apontou que a quadrilha foi responsável por efetuar disparos em um comício do Partido dos Trabalhadores (PT) no residencial Nei Azambuja, a Cohab de Bagé. O evento ocorria com a presença de Luiz Fernando Mainardi, que disputa a prefeitura da cidade, quando um homem mascarado disparou cerca de seis tiros e depois fugiu. Ninguém ficou ferido.
Também há indícios de envolvimento dos suspeitos em outro crime, esse registrado dois dias antes do ataque a tiros, quando um candidato a vereador da mesma sigla teve a casa invadida. Aos policiais, a vítima relatou ter sofrido agressões e ameaças.
De acordo com o titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Bagé, Guilherme Nunes, é apurada a participação de dois homens e uma mulher, que teria auxiliado a fuga da dupla como motorista. Ela e um dos suspeitos foram presos em Santa Maria.
O outro investigado foi morto a tiros em Itaara, na terça-feira. Conforme o delegado Guilherme Nunes, o assassinato teria sido queima de arquivo.
"A investigação indica que o homicídio do suspeito foi motivado por provável queima de arquivo. Cabe salientar que todas as ações criminosas em Bagé teriam como objetivo amedrontar alguns candidatos, bem como seus eleitores, interferindo diretamente no pleito eleitoral”, afirmou Nunes.
Outras buscas ocorreram na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), na região Carbonífera. Ali, o alvo foi um detento que cumpre pena superior a 135 anos de reclusão.