Polícia

General Edson Leal Pujol assume Comando Militar do Sul

Novo comandante descartou necessidade do Exército para combater violência urbana no RS

Novo comandante descartou necessidade do Exército para combater violência urbana no RS
Novo comandante descartou necessidade do Exército para combater violência urbana no RS Foto : Fabiano do Amaral
Em cerimônia acompanhada por centenas de pessoas e com exibição da tropa, o general Edson Leal Pujol tomou posse do Comando Militar do Sul, na noite desta terça-feira, nas instalações do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, no bairro Partenon. Pujol substitui o general Antônio Amilton Martins Mourão exonerado no ano passado pelo Ministério da Defesa depois de fazer críticas ao governo da presidente Dilma Roussef.

Na coletiva realizada logo após a posse, Mourão disse que a troca de comando é um procedimento de rotina, que acontece a cada dois anos, e que não tem nada a ver com as declarações que deu em uma palestra e que foram interpretadas como críticas à presidente. Na despedida, o general confirmou que quatro batalhões do Comando vão participar do policiamento das Olimpíadas 2016. “São homens muito bem preparados”, afirmou.

O novo comandante reconheceu que não são poucos os obstáculos que precisarão ser vencidos em 2016 pelo Comando, o qual detém 25% do efetivo do Exército, com cerca de 50 mil homens. “É óbvio que qualquer restrição orçamentária atinge o funcionamento administrativo, o preparo do nosso pessoal e a manutenção dos nossos equipamentos. Vamos manter a atuação que vem marcando o Comando, pretendemos continuar o excelente trabalho feito pelo general Mourão, no sentido de manter pronto o Exército para atuar em qualquer missão que se impuser pela sociedade”, relatou.

Sobre a utilização do Exército para combater a violência urbana, Pujol corroborou a declaração do comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, de que está não é uma função das Forças Armadas. “ A violência urbana é um problema da Polícia. O Exército só pode ser acionado em situações extremas”, encerrou. Villas Bôas disse que o Estado não se enquadra neste critério.