Em cerimônia acompanhada por centenas de pessoas e com exibição da tropa, o general Edson Leal Pujol tomou posse do Comando Militar do Sul, na noite desta terça-feira, nas instalações do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, no bairro Partenon. Pujol substitui o general Antônio Amilton Martins Mourão exonerado no ano passado pelo Ministério da Defesa depois de fazer críticas ao governo da presidente Dilma Roussef.
Na coletiva realizada logo após a posse, Mourão disse que a troca de comando é um procedimento de rotina, que acontece a cada dois anos, e que não tem nada a ver com as declarações que deu em uma palestra e que foram interpretadas como críticas à presidente. Na despedida, o general confirmou que quatro batalhões do Comando vão participar do policiamento das Olimpíadas 2016. “São homens muito bem preparados”, afirmou.
O novo comandante reconheceu que não são poucos os obstáculos que precisarão ser vencidos em 2016 pelo Comando, o qual detém 25% do efetivo do Exército, com cerca de 50 mil homens. “É óbvio que qualquer restrição orçamentária atinge o funcionamento administrativo, o preparo do nosso pessoal e a manutenção dos nossos equipamentos. Vamos manter a atuação que vem marcando o Comando, pretendemos continuar o excelente trabalho feito pelo general Mourão, no sentido de manter pronto o Exército para atuar em qualquer missão que se impuser pela sociedade”, relatou.
Sobre a utilização do Exército para combater a violência urbana, Pujol corroborou a declaração do comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, de que está não é uma função das Forças Armadas. “ A violência urbana é um problema da Polícia. O Exército só pode ser acionado em situações extremas”, encerrou. Villas Bôas disse que o Estado não se enquadra neste critério.
General Edson Leal Pujol assume Comando Militar do Sul
Novo comandante descartou necessidade do Exército para combater violência urbana no RS