Polícia

Geraldo Alckmin não comenta possível envolvimento de policiais em chacina

Bandidos perguntavam por histórico criminal, diz prefeito de Osasco

Geraldo Alckmin não comenta possível envolvimento de policiais em chacina
Geraldo Alckmin não comenta possível envolvimento de policiais em chacina Foto : Aloisio Mauricio / Fotoarena/ Folhapress
O prefeito de Osasco Jorge Lapas (PT) disse nesta sexta-feira que vídeos feitos por câmeras de segurança e relatos de testemunhas apontam que os criminosos que mataram 19 pessoas nessa madrugada em Osasco, Barueri e Itapevi
conversaram com as vítimas antes de atirar e perguntavam pelo histórico criminal.

"Nós já vimos alguns vídeos de ontem (quinta), as pessoas que promoveram essas chacinas perguntaram quem tinha passagem pela polícia e isso definia o assassinato. Isso já é um indicativo para as investigações", disse Jorge Lapas.

Lapas afirmou que o efetivo de policiais militares é insuficiente para a cidade, e que pedidos para aumento de número de policiais na região foram feitos ao governo estadual. "Temos dificuldade com o efetivo da Polícia Militar, é pequeno para o tamanho da região. Os policiais militares, em geral, prestam bons serviços, mas estão em número insuficiente" disse.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cancelou todos os compromissos do dia e vai conversar com o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre o caso. Alckmin garantiu que os ataques serão esclarecidos o mais rápido possível.

O governador garantiu segurança nas cidades onde houve os ataques, classificou a ação de "gravíssima" e prestou solidariedade às famílias das vítimas. Ao ser questionado sobre a suspeita de policiais militares, Alckmin preferiu não comentar, segundo ele, para não prejudicar as investigações. "Há necessidade de esclarecer a relação entre elas (as mortes), a causa e a prisão dos envolvidos."