Acusado de matar o pai e a madrasta, o publicitário e ex-seminarista Gil Rugai se entregou para a polícia na manhã desta quarta-feira. Segundo o advogado de defesa, Marcelo Feller, a entrega foi combinada com a Polícia Civil na noite dessa terça-feira. Rugai se entregou por volta das 7h40min e foi encaminhado dentro de uma viatura ao Departamento de Homicídios e de Proteção a Pessoa (DHPP), mas, de acordo com o advogado, ainda não foi definido onde Rugai ficará preso.
Condenado em fevereiro do ano passado a 33 anos e nove meses de prisão em regime fechado pela morte do pai e da madrasta, em 2004, Rugai teve a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou a anulação do julgamento na manhã desta terça-feira. Feller afirmou que entrará com novo recurso nos órgãos superiores - Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF) - contra a condenação de Rugai. Segundo o advogado, os argumentos a serem apresentados agora deverão ser processuais, já que a fase de análise de provas se encerrou.
"Uma das nossas alegações será o fato de uma testemunha surpresa ter sido ouvida no quarto dia de julgamento. Rudi Otto, ex-sócio de Gil Rugai, havia sido dispensado pela defesa, mas o juiz o convocou em juízo, com conhecimento apenas da acusação, e sua oitiva foi muito prejudicial".
Responsável pela acusação, o promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo comemorou a decisão dos desembargadores e reafirmou que não há qualquer vício no processo que permita a anulação. O julgamento dessa terça-feira é o coroamento do trabalho intenso e sério que começou em 2004 e de uma certeza do Ministério Público de que Gil Rugai é o autor dos fatos." Há dez anos Gil Rugai nega ser o autor dos disparos que mataram Luiz Carlos Rugai, pai do estudante, e Alessandra Troitino, a madrasta, em 28 de março de 2004.
O crime aconteceu dentro da casa do casal, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. De acordo com a acusação feita pela Promotoria, e aceita pelos jurados durante o julgamento do caso, em fevereiro de 2013, o estudante cometeu o crime por dinheiro. Luiz Carlos Rugai havia descoberto que o filho desviava recursos da empresa da família. Rugai foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão (em regime fechado), mas o juiz Adilson Paukoski Simoni determinou que ele poderia recorrer em liberdade.
Gil Rugai se entrega à polícia em São Paulo
Ele foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão em regime fechado