"Conversei com o governador (Sérgio) Cabral durante o dia de hoje, tenho conversado permanentemente e até o momento a situação está absolutamente sob controle. Talvez não exista necessidade de encaminhar tropas federais, diante da situação da greve ser de pequena mobilização até o momento", afirmou Cardozo, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto. "Diante desse quadro, vamos aguardar, acompanhar, se o governador precisar, as tropas federais estarão lá em curto espaço de tempo", disse o ministro.
A orientação da presidente Dilma Rousseff é garantir ordem e paz em todo o território brasileiro, enfatizou Cardozo. A decisão fluminense de decretar greve ocorre após o movimento se enfraquecer na Bahia. "Não tenho a menor dúvida de que o Carnaval transcorrerá em absoluta normalidade na Bahia, no Rio e em todos os Estados. O governo está pronto para mandar tropas, o contingente que for necessário a qualquer Estado que necessitar. Portanto, os brasileiros vão brincar o carnaval com muita alegria. Estamos de prontidão e em condições de mandar tropas ao Rio, mas até o momento não se fez necessário", disse o ministro.
Questionado se os policiais que participam da greve devem ser anistiados, o ministro respondeu: "a posição do governo é clara: somos contrários a qualquer forma de anistia, não é possível que pessoas que tenham praticado crimes, situações de vandalismo, sejam simplesmente ignoradas".
A presidente Dilma Rousseff não comentou hoje a greve nos Estados da Bahia e do Rio de Janeiro. Ontem, ela havia dito que "crimes contra patrimônio, crimes contra as pessoas e crimes contra a ordem pública não podem ser anistiados". "Se você anistiar, aí vira um país sem regra", afirmou durante vistoria às obras da Ferrovia Transnordestina, em Parnamirim (PE).