Ex-secretária no consultório de Leandro Boldrini, Andressa Wagner encerrou o dia de depoimentos na audiência de instrução do processo judicial sobre a morte de Bernardo Boldrini. Andressa, que trabalhava com o pai do garoto desde 2010, revelou que a madrasta Graciele Ugulini falou para ela em janeiro que queria “dar um fim ao menino”.
“Não aguento mais o guri, tenho que dar um fim e o que mais tem é gente para isso", teria dito Graciele para a testemunha no dia em que Bernardo procurou o fórum de Três Passos para denunciar o casal.
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Andressa revelou ainda o pouco interesse de Leandro Boldrini em procurar o filho logo após o desaparecimento do menino em abril deste ano. "Procurar é trabalho da polícia”, teria dito o médico. A secretária contou que viu a assistente social Edelvânia Wirganovicz com Graciele no consultório sem a presença de Leandro Boldrini poucos dias após a morte do filho, em 4 de abril.
A secretária confirmou também que os receituários médicos do consultório eram todos controlados. Ela garantiu que eles ficavam em uma gaveta sem a assinatura de Boldrini, apenas carimbados. "Leandro não tinha o costume de deixar receitas assinadas no consultório”, disse. Andressa que garantiu não ter preenchido a receita de midazolam encontrada pela Polícia Civil. A polícia sustenta que o garoto foi morto ao receber doses do medicamento.
Sete pessoas foram ouvidas no fórum de Três Passos nesta segunda-feira. Antes de Andressa prestaram depoimento Juçara Petry, considerada pelo menino sua segunda mãe, Simone Müller e Rosani Neuhaus, que trabalhavam no Colégio Ipiranga, onde Bernardo cursava o sexto ano, José Carlos Petry, marido de Juçara e as ex-babás do garoto, Elaine Wents e Lori Heller.