Grella Vieira ressaltou ainda que a luta contra a violência e o crime organizado não pode se omitir de garantir o respeito aos direitos humanos. Para ele, a atuação das forças de segurança tem de combinar "uma ação efetiva do estado e o respeito irrestrito aos direitos humanos". "Não se pode tolerar a omissão do estado. Não se pode aceitar a violação dos direitos fundamentais do cidadão", afirmou.
Durante a cerimônia, o governador Geraldo Alckmin ressaltou que o trabalho de Grella Vieira será não apenas de dar continuidade, mas também aprimorar o combate ao crime. "É esse desafio (de combater a violência) que passa a ser comandado por Grella. O estado não se intimida. Venceremos porque já vencemos antes", disse Alckmin. O governador exaltou também o trabalho desenvolvido pelo ex-secretário Antonio Ferreira Pinto, dizendo que o legado dele não se perderá. Para Alckmin, as questões relativas à segurança pública "estão no cerne da razão de ser do estado". "O policial é o estado, sua parte mais presente e mais visível aos olhos do cidadão. É grave policiais serem atacados. É um ataque ao próprio estado", afirmou Alckmin.
Já o ex-secretário Ferreira Pinto respondeu, em seu discurso de despedida, às críticas que recebeu de ter afastado a Polícia Civil da investigação dos crimes. "É uma falsa verdade dizer que a Polícia Civil foi afastada da investigação final", disse. Ferreira Pinto defendeu ainda a atuação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) durante sua administração - a corporação foi criticada por sua suposta truculência -, dizendo que a Rota foi responsável por recuperar mais de R$ 16 milhões em dinheiro vivo do crime organizado, além de apreender significativa quantidade de drogas e armamentos."Me orgulho de prestigiar a Rota", disse o então ex-secretário. "A Rota apreendeu essa quantidade de dinheiro para mostrar aos senhores que o crime organizado atua com dinheiro vivo."