Com uma apresentação onde não faltaram efeitos especiais, o Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) comemorou nesta quinta-feira o seu 20º aniversário, no campo de exercícios "Pedro e Paulo", situado em frente à sede do Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre. A unidade, considerada a mais especializada dentro da Brigada Militar, é acionada em situações de alto risco, em todo o Rio Grande do Sul. Tendo atuações em ações de risco, tanto para os PMs como para as pessoas envolvidas.
Durante a solenidade, que contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Edson Goularte, e do comandante-geral da BM, coronel João Carlos Trindade, foram apresentadas as equipes que compõem o GATE: sniper (os atiradores de elite), coluna tática, explosivos e patrulha rural. A entrada de cada uma, com o campo todo às escuras, foi precedida de uma explosão de pólvora seca. Em seguida, um canhão de luz iluminava os PMs, até em frente ao palanque das autoridades.
O efetivo, de acordo com o comandante da unidade, capitão Rodrigo Schoenfeldt, não é divulgado por questões estratégicas, mas fica em torno de 40 homens. O treinamento é feito no Estado, sendo que os integrantes obedecem a uma rotina diária de 12 horas de exercícios - táticos e físicos -, por dia, de segunda a sexta-feira.
“As equipes se revezam nos exercícios, sendo cada dia uma delas”, disse Schoenfeldt. “Também foram feitos cursos fora do Brasil, como o referente ao desarmamento e manuseio de explosivos, que foi feito na Argentina”.
Criado em 3 de abril de 1990, o Gate, nessa época tinha o status de pelotão, era subordinado ao Batalhão de Polícia de Choque (atualmente, BOE). Seu embrião foi o 9º BOM, em 1989. Nessa época foi iniciado um estágio para a formação de um grupo especial, preparado para atuar em ocorrências que necessitassem de emprego de técnicas e táticas especiais.
Em 1994 foi realizado o primeiro Curso de Formação de Sargentos em Ações Táticas Especiais. A partir de então, todo o efetivo de praças do Gate é constituído por sargentos. Os cursos do Grupamento seguem as normas adotadas pelos grupos de operações especiais de diversos países. Os alunos são submetidos a um rigoroso treinamento de adaptação, controle emocional, resistência física e capacitação técnica. Após o treinamento, estes profissionais estão aptos a agir em ocorrências como casos com reféns, psicopatas armados, ocorrências com explosivos, rebeliões em presídios, entre outros.
Grupamento de Ações Táticas Especiais comemora 20º aniversário
Unidade especializada em ações de alto risco realizou demonstração nesta quinta-feira