A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira a Operação Notre Dame – Fase II, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável por um roubo a residência ocorrido em Canoas, no dia 27 de fevereiro deste ano. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, com apoio da polícia de Taboão da Serra, em São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nos municípios de Charqueadas, Itapecerica da Serra, Aguaí e Embu das Artes. Até o momento, cinco pessoas foram presas.
O caso investigado envolve um roubo planejado e executado por um grupo interestadual. Conforme a apuração policial, os criminosos realizaram um levantamento prévio da residência das vítimas antes da ação. Para a execução do crime, eles locaram um veículo em São Paulo e se deslocaram até o Rio Grande do Sul.
Durante o assalto, três dos envolvidos invadiram o imóvel, renderam e amarraram os funcionários e subtraíram bens das vítimas. Outros dois suspeitos permaneceram do lado de fora, dando suporte e monitorando a movimentação nas imediações. A investigação também identificou um sexto integrante, responsável por coordenar a logística do crime a partir do sistema prisional de Charqueadas.
Após o roubo, o grupo recebeu apoio em São Leopoldo e, posteriormente, em Gravataí, onde pernoitou antes de retornar para São Paulo com os objetos levados.
Com base em trabalho de inteligência, análise de imagens de câmeras de monitoramento e integração entre forças de segurança do Rio Grande do Sul e de São Paulo, a Draco conseguiu identificar todos os envolvidos, incluindo executores, motoristas e o responsável pelo suporte logístico.
Segundo o delegado Gustavo Bermudes, responsável pela investigação, a operação representa o resultado de um trabalho qualificado no combate a crimes patrimoniais de maior gravidade. “Destaco, por oportuno, a excelente parceria com o Ministério Público e com o Poder Judiciário, os quais acolheram as provas coletadas nos autos, a justificar as segregações cautelares dos criminosos”, afirmou.
O delegado regional Cristiano Reschke destacou o impacto da ação no enfrentamento à criminalidade. Conforme ele, operações desse tipo refletem o compromisso da Polícia Civil com a redução dos índices criminais e com a repressão a crimes considerados prioritários pela segurança pública.