Polícia

Grupos criminosos do Rio de Janeiro selam "pacto" de não agressão

Acordo diversas comunidades, como Rocinha, São Carlos e Acari

Investigadores das Delegacias de Combate às Drogas (DCOD) e Repressão às Armas e Explosivos (DRAE) disseram nesta quarta-feira que a quadrilha responsável pela invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona Norte do Rio de Janeiro, na semana passada, está na mira de duas facções criminosas que comandam favelas cariocas. Os grupos selaram um "pacto" de não agressão para combater o bando.  
 
O "pacto" une as comunidades da Rocinha, zona Sul, São Carlos, zona central e Macacos, na zona Norte, controladas por um mesmo grupo, com as de Acari, Parada de Lucas, Serrinha, Dendê, complexo da Maré (Vila dos Pinheiros e Vila do João) na zona Norte, e o complexo de favelas de Senador Camará, zona Oeste, que são vinculadas a outra facção. Os policiais dizem que entre essas favelas não haverá guerra.

Informações de agentes de inteligência da Polícia Civil revelam que a facção que invadiu o Morro dos Macacos recebeu autorização na semana passada dos chefes que estão presos em penitenciárias federais para realizar ataques pela cidade (queima de ônibus e disparos contra carros de polícia) caso seja feita alguma megaoperação policial no conjunto de favelas do Alemão, zona norte, que resulte em grande prejuízo financeiro para a quadrilha.

Desde a invasão no Morro dos Macacos, 41 pessoas morreram em confrontos entre traficantes rivais ou entre bandidos e a polícia.

As informações são do R7.