A secretária adjunta da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre, Guacira Lima Ávila, afirmou que seria impossível disponibilizar um guarda municipal para cada posto de saúde da Capital. Já o secretário municipal da Saúde, Luiz Henrique Casartelli, disse que o monitoramento feito por policiais militares não seria adequado, já que haveria possibilidade de tiroteio entre bandidos e policiais dentro das unidades.
A discussão surgiu após o assalto à Unidade de Saúde dos Coqueiros, em que uma médica foi baleada e teve o carro roubado. O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, solicitou a presença de um policial militar para cada posto de saúde.
Conforme o coordenador da Guarda Municipal, Ricardo Maia, hoje há 540 servidores em ação, sendo 150 em viaturas, e 390 em postos fixos, como escolas, secretarias e outros prédios públicos. Nos postos de saúde, existe apenas uma tecla de segurança para acionar a central da Guarda Municipal.
Os funcionários estão divididos em 10 áreas e cada viatura precisa cobrir 30 setores da cidade. Segundo Maia, seria necessário o dobro de servidores para cobrir os postos. Um recurso judicial impede a contratação de 78 guardas municipais já aprovados pelo Conselho da Secretaria de Segurança Urbana. O último ingresso de funcionários ocorreu há oito anos.
Guarda Municipal alega que não tem efetivo para fazer segurança nos postos de saúde de Porto Alegre
Recurso judicial impede que 78 novos servidores iniciem atividades<br />