Polícia

Havia "muita vontade e raiva" de matar a adolescente, diz delegado

Jovem de 17 anos foi morta a tiros e arrastada por carro em Porto Alegre

Havia "muita vontade e raiva" de matar a adolescente", diz delegado
Havia "muita vontade e raiva" de matar a adolescente", diz delegado Foto : Fabiano do Amaral
A Polícia Civil informou nesta quarta-feira que as linhas de investigação sobre a morte de uma adolescente de 17 anos, na noite dessa terça-feira em Porto Alegre, são, por enquanto, inúmeras e incluem desde o envolvimento com drogas e furtos até a possibilidade de um crime passional. O diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, delegado Paulo Rogério Grillo, destacou, no entanto, que havia “muita vontade e raiva” de matar a jovem pelo modo como ela foi executada. 

Possíveis imagens de câmeras de monitoramento da região também devem ajudar a polícia a elucidar as circunstâncias da morte. Diligências já foram realizadas nesta manhã. “Ainda não temos suspeitos nem uma linha de investigação mais concreta que leve aos autores e à motivação do crime”, explicou o delegado Grillo.

Além de aguardar os laudos do Departamento de Criminalística e do Departamento Médico Legal, ambos do Instituto-Geral de Perícia, os agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa, sob comando do delegado Adriano Melgaço, pretendem encontrar e ouvir testemunhas do crime e pessoas do círculo social da adolescente, além de familiares.

Shaiene da Silva Machado foi baleada com mais de 15 tiros de pistola calibre 380. O corpo foi arrastado por um Gol, de cor escura, por cerca de 100 metros, na rua Barão do Gravataí, no trecho entre as esquinas com a travessa Pesqueiro e a rua Múcio Teixeira. O delegado Paulo Rogério Grillo disse que os laudos periciais poderão ou não esclarecer de que modo o corpo da vítima foi arrastado. “Não sabemos ainda se foi proposital ou ocasional”, afirmou.

O delegado não descartou que os autores do crime tenham tentado jogar a jovem para fora do carro em movimento e que a adolescente possa ter ficado presa a algo no veículo. Outra possibilidade é de que, após os tiros, a garota tenha sido atropelada e tenha ficado enganchada no carrro. Os criminosos teriam que ter parado o Gol para soltar o corpo em definitivo.