Dois ou três homens se aproximaram do detento, que pestava com uma mochila nas costas. Eles efetuaram os disparos à queima-roupa, provavelmente de pistola calibre 9 milímetros. Houve correria e pânico de quem encontrava-se no local. Em seguida, os desconhecidos fugiram a pé até a avenida Júlio de Castilhos, onde teriam embarcado em um veículo estacionado em uma garagem. Segundo o tenente Claudiomiro Tavares, do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a suspeita é de que o carro seja um Peugeot.
O entorno da parada de ônibus foi isolado pelos policiais militares para a perícia do Departamento de Criminalística. O Departamento Médico Legal também compareceu ao local para retirar o corpo. Agentes da Empresa Públcia de Transporte e Circulação (EPTC) orientaram o trânsito no trecho, que ficou lento.
Uma equipe da 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DPHPP) esteve no local e já iniciou a investigação. O delegado João Paulo de Abreu constatou que a vítima tinha antecedentes criminais, incluindo homicídio e roubo. “Com certeza foi uma execução”, afirmou. O delegado contou também que a companheira da vítima chegou na parada de ônibus e, ao se aproximar da aglomeração de pessoa, ficou sabendo então quem havia sido morto. Aos prantos, ela ficou desesperada.
Conforme a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), a vítima havia sido contemplada judicialmente com o benefício da saída temporada para as festas de fim de ano, devendo retornar somente no sábado à Colônia Penal Agrícola General Daltro Filho, em Charqueadas, onde estava desde 6 de dezembro, vindo da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ).