Um homem foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo latrocínio de uma motorista de aplicativo em Porto Alegre. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (9), pelo juiz Paulo Augusto Oliveira Irion, da 13ª Vara Criminal do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. Além da pena de prisão, o réu foi condenado ao pagamento de multa. Ele permanece preso desde o flagrante.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o crime ocorreu em 5 de janeiro deste ano. O condenado e um cúmplice, que faleceu após o ocorrido, simularam uma corrida por meio de um aplicativo de transporte. Para isso, o réu utilizou o nome e o CPF de outra vítima, que já havia sido alvo de roubo pela mesma dupla. Durante o trajeto, eles subtraíram o celular da motorista e realizaram transações bancárias com os dados da vítima.
Ao perceber que o veículo estava sendo rastreado por GPS, a mulher, de 49 anos, informou aos criminosos, momento em que foi baleada. Ela morreu no local devido a uma hemorragia intensa, após ser atingida no abdômen. O corpo foi deixado em via pública, na avenida Juca Batista, no bairro Cavalhada. Dois dias após o crime, o réu foi preso em flagrante e identificado como suspeito de outros roubos a motoristas de aplicativos.
Em depoimento à polícia, o acusado confessou sua participação no crime. Na sentença, o juiz destacou a solidez das provas apresentadas. "Há elementos concretos indicadores da prática delitiva por parte do réu, notadamente pelos documentos que demonstraram que a corrida aceita e realizada pela vítima foi solicitada pelo celular do réu, bem como foram realizadas transferências bancárias para o acusado, originadas da conta da vítima, corroborando as informações prestadas pelo réu em sede policial", afirmou o magistrado.
Conforme o TJRS, ainda cabe recurso à decisão.