Terminou na madrugada deste sábado o júri do caso da personal trainer Débora Michels Rodrigues da Silva, morta no dia 26 de janeiro de 2024, em Montenegro, no Vale do Caí. Próximo à 1h, a juíza Débora de Souza Vissoni, da 1ª Vara Criminal do município, anunciou a condenação do réu por homicídio qualificado por feminicídio (cometido contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar), motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O homem, 49 anos, é ex-companheiro da vítima.
A pena fixada de 26 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. A magistrada determinou a imediata execução da sentença. Cabe recurso da decisão.
A sessão ocorreu no Salão do Júri do Foro de Montenegro e durou 17 horas. O Conselho de Sentença foi formado por cinco mulheres e dois homens.
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Na data do crime, a vítima teve o corpo abandonado em frente à casa dos pais dela, em Montenegro, no Vale do Caí. Ela estava em processo de mudança da casa do ex-companheiro após separação.
De acordo com a acusação, o motivo do crime teria sido a inconformidade do réu com o término do relacionamento. A causa da morte foi asfixia mecânica.
Foram ouvidas três testemunhas de acusação, sendo os pais e o irmão da vítima, além de um perito e interrogado o réu. Por volta das 18h tiveram início dos debates entre acusação e defesa.
Na acusação, atuaram as promotoras Graziela Lorenzoni e Rafaela Hias Moreira Huergo e a assistente de acusação Samanta Dannus. Na defesa técnica, estiveram os advogados Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares.