Segundo o delegado Luís Rogério Carvalho de Lima, que comanda as investigações, o vendedor autônomo foi assassinado, mas não existem suspeitos para o crime. O cadáver estava em adiantado estado de decomposição e apresentava diversas lesões no crânio. “Os familiares reconheceram a vítima pela tatuagem e por uma pulseira. Vamos aguardar o resultado da perícia para apurar as causas da morte, mas as lesões na cabeça foram provocadas por objeto cortante”, detalhou.
Queiroz desapareceu após deixar a companheira em um salão de beleza. O casal iria participar de um cruzeiro. “Ele deixou a namorada no cabeleireiro e saiu para fazer uma entrega com o carro dela. Testemunhas viram ele sair do veículo e entrar na mata sozinho”, afirma o delegado.
Depois de 13 dias de buscas, os órgãos policiais realizaram uma força-tarefa no mato próximo ao local onde foi encontrado o carro da vítima, que estava abandonado nas margens da ERS 235, na divisa de Canela com Gramado. O corpo estava em uma vala por onde passava um pequeno córrego. Segundo Lima, o cadáver foi coberto com cimento ou cal e terra. “Para inibir o odor, o autor utilizou cimento ou cal”, explicou.