Um assalto com reféns terminou com a morte do assaltante, na tarde desta quinta-feira, na zona Leste da Capital. Houve perseguição pelas ruas do Partenon, a partir do momento que o assaltante de apelido “Sapo”, 33 anos, fez reféns duas mulheres, uma delas proprietária de um Corsa.
Ele as forçou a percorrer as ruas do Partenon, para fugir da Brigada Militar. Na rua Rafael Clarck, o automóvel em que “Sapo” estava foi cercado por policiais militares do 20º BPM. Houve tentativa de negociação, que não deu certo. O assaltante chegou a puxar o gatilho da arma que empunhava, com o cano encostado na cabeça de uma das mulheres, mas o revólver falhou. Neste instante, “Sapo” foi atingido por um tiro na cabeça. Ele ainda foi conduzido ao Hospital Cristo Redentor, mas chegou sem vida.
Eram quase 15h quando “Sapo” desceu de um ônibus que trafegava na avenida Ipiranga, próximo à Antônio de Carvalho, no sentido Centro-bairro. Ele estava caminhando quando dois PMs que faziam o policiamento no local escutaram os passageiros gritarem “pega ladrão”. O acusado saiu correndo em direção ao posto de gasolina na esquina das duas vias.
Descontrolado, ele pegou a frentista Sheila dos Santos Braga, 26, como refém, apontando a arma para cabeça da vítima. Nesse momento, viaturas do 20º BPM e das Patrulhas Especiais (Patres) tinham chegado ao local. “Ele ficou se movimentando de um lado para outro, sempre com a frentista como escudo”, contou o capitão Ademar Reis, do 20º BPM, que participou a operação. “Pouco depois, foi para o meio da avenida, tentando parar algum carro."
Os carros não paravam, até que “Sapo” desferiu um tiro no bagageiro do Corsa dirigido por Jania Medeiros de Araújo, 55. Ela parou na hora. O criminoso, então, fez com que a frentista entrasse e sentasse no banco traseiro, atrás da motorista. Ele, no colo da frentista, apontava a arma para cabeça de Jania. Em seguida, o veículo, com placas de Santo Ângelo, tentou fugir pela Antônio de Carvalho, sempre sendo perseguido por viaturas da BM.
"Ele estava irredutível e afirmava que mataria a frentista”
Depois de rodar um pouco, o Corsa começou a descer a rua Rafael Clarck, uma via sinuosa, cercada de mato, situada na Vila Jardim Bento Gonçalves, no Partenon. Três viaturas o seguiam. Em frente à Unidade Básica de Saúde Pitoresca, outra viatura vinha em sentido contrário, sendo forçada, inclusive, a frear com força. “Após o carro onde estavam as reféns e o assaltante parar, nós tentamos começar uma negociação”, contou o capitão. “Mas, ele estava irredutível e afirmava que mataria a frentista.”
Quando os PMs tentaram se aproximar do Corsa, “Sapo” exigiu que os PMs saíssem e disse que atiraria nas duas reféns. Como um dos PMs ainda ficou perto do veículo, ele apontou a arma para a cabeça da frentista e apertou o gatilho, que falhou. O PM, então, desferiu, mesmo com o vidro fechado, o tiro que acertou o acusado.
Homem é morto em fuga da Polícia após fazer duas reféns na Capital
PMs tentaram negociar, mas assaltante estava irredutível