Durante o processo, a defesa apresentou um laudo alegando que o réu não é capaz de responder pelas atitudes. Porém, um outro exame realizado pelo Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) provou o contrário. Por isso, um terceiro teste de sanidade mental deve ser realizado pelo IPF. A defesa de Ênio Carnetti também solicitou que o processo seja suspenso até que o novo laudo seja emitido. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido.
Ainda durante os depoimentos, o réu escolheu permanecer calado. Ao todo, 13 testemunhas de acusação e outras dez de defesa foram ouvidas. Ao fim da sessão, Carnetti foi conduzido novamente ao Presídio Central, onde segue detido de forma preventiva.
O crime ocorreu na casa da família, no bairro Tristeza, na zona Sul de Porto Alegre. Carnetti chegou a ser internado no Instituto Psiquiátrico Forense, mas em 25 de outubro do ano passado foi encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre, onde espera o andamento do processo. A acusação é de duplo homicídio doloso por motivo torpe (não aceitar a separação conjugal), por meio cruel (aplicar golpes não-letais para causar sofrimento) e com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, por estarem dormindo.