Carraro disse que Tim Maia e a mulher, que era enfermeira, se conheceram durante o tratamento do homem que era hemofílico. Os dois passaram a viver juntos e depois se separaram. A vítima havia registrado dois boletins de ameaça e agressão contra ele e obteve uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Após três meses de separação, a mulher foi encontrada morta em novembro de 2009, em São Leopoldo, no Vale do Sinos.
“Despertou bastante atenção na época, porque havia sinais aparentes de agressão no nariz e na boca e depois foi confirmado na necropsia”, contou o delegado. O crime começou a ser investigado e, ainda de acordo com Carraro, o homem fugiu para Porto Alegre e ficou foragido por um ano.
O homem deve ser encaminhado para o Presídio Central e indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por impossibilidade de defesa da vítima, mas, segundo o delegado, pode haver um terceiro agravante em virtude da simulação de enforcamento. A pena para homicídio é de 12 a 30 anos de prisão, podendo ser aumentada pelas qualificações.