Polícia

Homem foi morto por asfixia no Vale do Rio Pardo, diz polícia

Suspeita é que assassinato de classificador de tabaco tenha sido crime passional

A Polícia Civil já tem um suspeito para o assassinato do classificador de tabaco Astor José Eisermann, de 50 anos, encontrado morto na madrugada dessa quinta-feira no apartamento em que vivia, em um prédio de alto padrão da avenida Marechal Floriano, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. Na tarde passada, uma perícia complementou o laudo inicial - que havia apontado agressões a garrafadas -, atestando que Eisermann morreu por asfixia. A suspeita é de crime passional, segundo a investigação.

Peritos também colheram amostras de digitais e material genético no apartamento da vítima. Segundo os indícios, Eisermann jantou e tomou cerveja com mais de uma pessoa na noite anterior ao crime. O matador também pode ter tomado banho na casa antes de fugir no Fiesta preto do classificador, ainda não localizado. Eisermann morava sozinho, trabalhava em uma fumageira de Venâncio Aires e havia sido demitido no começo da semana. Ainda conforme a polícia, a família dele vive no interior de Vera Cruz.

Após ouvirem gritos no apartamento, no início da madrugada do crime, vizinhos avisaram o porteiro, que acionou o interfone. Do outro lado, o interlocutor disse que Eisermann tomava banho e que não podia atender. Instantes mais tarde, um homem foi visto deixando a garagem do prédio, guiando o carro da vítima.

Os PMs subiram até o apartamento e, ao abrirem a porta, encontraram o homem caído na entrada do único dormitório. Ele estava de cueca e camiseta. Segundo os peritos, que trabalharam por quase três horas no local, foram encontrados sinais de luta corporal no quarto e no banheiro.