De acordo com a presidente da Casa, vereadora Sofia Cavedon, o furto pode estar relacionado ao período pré-depoimentos da CPI. No entanto, o diretor-geral da Câmara, Assis Brasil Olegário Filho, não confirma a hipótese de motivação política e diz que o caso já está sob investigação policial. "O sistema de segurança identificou um homem bem vestido que, por volta das 19h, arrombou a sala e entrou. Ele levou um computador, o monitor e o CPU", afirmou Filho. "A informação de que trata-se de um furto político não chegou até mim. Pode até ser. Mas, independentemente, dos documentos procurados pelo suspeito, há cópias de todos processos nas demais máquinas da Casa", explicou o diretor.
A polícia também analisa as imagens de um homem que, na semana passada, havia tentado ingressar nas salas de algumas comissões e gabinetes. Os policiais vão comparar as gravações para descobrir se trata-se da mesma pessoa. Na sala arrombada, que fica no terceiro andar, ocorriam as audiências da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. No local, foram ouvidos secretários municipais que falaram sobre as suspeitas de fraudes na prestação de contas entre convênios de prefeituras com o Instituto Ronaldinho Gaúcho.
O vereador Mauro Pinheiro (PT), que está solicitando a CPI, lamentou o furto e disse que aguarda o resultado das investigações. "Achei muito estranho. Estou no primeiro mandato, mas nunca ouvi falar em entrarem na Câmara para roubar", declarou.
Segundo o vereador Bernardino Vendruscolo (PSD), em razão do furto, a bancada do partido na Câmara de Vereadores vai se reunir para decidir se apoia a criação da CPI. Dos três vereadores da sigla, apenas Tarciso Flecha Negra já havia assinado a favor.
Com informações dos repórteres Marina Fauth e Jimmy Azevedo