Rogério e Renata haviam se casado no civil na sexta-feira. A festa, para 200 convidados e que só terminaria com um café da manhã, foi presente da família da noiva. De acordo com o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) João Brito, encarregado da investigação, o crime foi premeditado. "Eram cerca de 2 horas da manhã e a festa estava no auge, quando o noivo disse 'vocês vão ter uma surpresa'", afirmou Brito. Depois, Damascena teria saído e voltado com a arma, começando a atirar.
Tudo indica, segundo o delegado, que arma estava escondida numa camionete que pertence ao pai do noivo, mas era usada por ele. A polícia não encontrou a arma. Sem poder ouvir de imediato os familiares e convidados que testemunharam o crime – todos chocados e cuidando de velório e enterro – a polícia não levanta hipóteses para a tragédia, o que poderá ocorrer depois do depoimento das testemunhas. Informalmente, alguns familiares disseram ao delegado que os noivos estavam muito felizes. Ninguém conseguia entender.
A noiva e o padrinho morreram no local. Rogério ainda chegou a ser hospitalizado, mas teve morte cerebral pela manhã.