Polícia

Homem que resiste a reintegração segue sem falar com a polícia

Brigada Militar negocia para retirada de dono de posto na Padre Cacique

Gate tenta contato com dono de posto de lavagem
Gate tenta contato com dono de posto de lavagem Foto : André Ávila
O proprietário de um posto de lavagem de carros situado na avenida Padre Cacique, em Porto Alegre, que se nega a deixar o local para o cumprimento do mandado de reintegração de posse, ainda não respondeu às tentativas de contato da polícia. De acordo com comandante do 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Capital, major Ivens Santos, a negociação está parada. Segundo ele, houve tentativas de chamamento por “celular, telefone, torpedos, parentes para que ele responda. Mas até o momento, a resposta dele é zero”.

Para Santos, invasão tática só será feita após esgotar todas as tentativas de negociação. “Ele está em casa. Está no conforto. Ele tem todo o aparato que está à disposição dele. Não se faz necessária comunicação com o mundo externo”, afirmou.

A Brigada Militar acredita que o homem esteja armado. “Os vizinhos disseram que já viram ele tanto com revólver como pistola, mas não temos como confirmar. A tendência é que ele esteja armado”, disse o tenente-coronel Altemir Silva de Lima, do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM). "Vamos dar tempo que ele saia. No transcorrer da negociação, vamos ver a tática que será adotada", afirmou. O homem tem registrado em seu nome uma pistola e um revólver.

Trânsito congestionado

O homem, de 54 anos, se recusa a sair da área para o cumprimento do mandado de reintegração de posse permitido à prefeitura da Capital. Ele alega que mora no local há 20 anos. A ação judicial faz parte das desapropriações para as obras da Copa do Mundo de 2014. Vários estabelecimentos estão sendo desocupados para a reforma do viaduto Dom Pedro I, na região.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar (BM) foi acionado no final da manhã desta quarta-feira para auxiliar na rendição do homem. De acordo com o relato de uma oficial de Justiça, ao tentar entregar o documento judicial para o proprietário, por volta das 10h, ele se recusou a deixar o local e se refugiou nos fundos do estabelecimento.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) precisou bloquear a avenida Padre Cacique, nos dois sentidos, por causa da movimentação da polícia. O desvio é feito pela avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio). Pouco antes das 14h30min, o trecho foi liberado no sentido bairro-Centro da via. Conforme a EPTC, há congestionamento na região.

Em função do bloqueio, o acesso ao comércio local e ao Colégio Maria Imaculada está prejudicado. A escola informou que as aulas correm normalmente e que será possível, em função do transtorno, que os alunos entrem com atraso. Apenas eventuais provas serão transferidas para que ninguém seja prejudicado.


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