Polícia

Homem que teve orelha arrancada precisará de quatro cirurgias

Suspeito de agredir pai e filho após confundi-los com homossexuais foi solto em SP

O homem agredido ao ser confundido com um homossexual disse, nesta quarta-feira, que está indignado com a soltura do suspeito da agressão, ocorrida em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A vítima contou ao Portal R7 que foi ao médico hoje e precisará de, no mínimo, quatro cirurgias para reparar um ferimento na orelha. A primeira será daqui a três meses e, mesmo assim, o médico garantiu que a cartilagem não ficará perfeita. “Da mesma forma com que ele fez comigo poderá fazer com outra pessoa. Eu e nem meu filho somos gays, mas, se fôssemos, teríamos que morrer por isso? É um absurdo ele ser solto. Ele sabe que não será punido pela lei e poderá cometer outros crimes”, desabafou.

A vítima, de 42 anos, faz tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo e disse que somente daqui a 15 dias irá retirar os pontos da orelha. Até lá, as recomendações médicas são de que ele não tome sol e nem fique exposto à poeira. “Estou muito triste. Olho no espelho e falta um pedaço de mim. O pior é que o médico disse que nunca mais minha orelha ficará perfeita. Eu só estava em um passeio com o meu filho. Só quis abraçar ele e tudo deu no que deu”, conta.

Soltura

O juiz da 2ª Vara Criminal de São João da Boa Vista negou o pedido de prisão temporária do suspeito. Em depoimento, o rapaz de 25 anos confirmou ter agredido e decepado a orelha de uma das vítimas. O segundo suspeito ainda não foi encontrado pela polícia. A liberdade foi concedida porque o jovem deverá ser indiciado por lesão corporal, processo que pode ser respondido em liberdade. Um legista irá avaliar a gravidade do machucado da vítima e, de acordo com o resultado, o suspeito poderá ser condenado de dois a oito anos de detenção.

Segundo o delegado titular do 1º Distrito Policial da cidade, Fernando Zucarelli Pinto, pai e filho relataram que foram à Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (Eapic) acompanhados das namoradas. Por volta das 3h, elas saíram para ir ao banheiro e eles se abraçaram. Alguns rapazes que estavam ao lado perguntaram se eram gays. Diante da negativa, o grupo se afastou e voltou com mais pessoas, espancando as vítimas. O pai desmaiou e precisou ser levado a um hospital.

As informações são do Portal R7

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