Com a troca do plantão, no começo da manhã, o homem voltou à instituição e tentou atendimento em razão de um problema no pé, que também não foi diagnosticado. A enfermeira Carolina Schroeder contou que o homem não gritou nem estava alterado. "Mas ele começou a quebrar os vidros, arrancou uma barra de ferro e ameaçou funcionários", relatou.
Segundo a instituição, depois de passar pelas triagens e não ser constatada a necessidade de atendimento de urgência, sendo sugerida consulta na rede básica de saúde, o homem se mostrou indignado e destruiu os vidros da recepção. Em 12 meses, o homem teve mais de 50 entradas no hospital, onde alegava ter ferimentos, mas nada era constatado.
Conforme o coordenador do Setor de Atendimentos Externos do Hospital Cristo Redentor, Décio Angnes, o paciente já é conhecido dos servidores por buscar a instituição frequentemente. Preso em flagrante por dano ao patrimônio público, ele foi encaminhado à 3ª Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA). Conforme a Polícia Civil, o homem possui problemas psicológicos e tem registro de internação no Hospital Espírita, onde agrediu funcionários. Para ser libertado, ele terá que pagar fiança de um salário mínimo.
Simers vai ao Cristo Redentor após registro de violência
O diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Jorge Eltz, foi ao Hospital Cristo Redentor para verificar a situação dos médicos e demais profissionais após mais um caso de agressão.
Na semana passada, o presidente se reuniu com o secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, para tratar da insegurança nos hospitais do Grupo Hospitalar Conceição. No encontro, o dirigente prometeu estudar, junto com o comando do 11º Batalhão da Brigada Militar (BPM), medidas para reforçar o policiamento na área.
“Não temos como manter brigadianos nos hospitais, não podemos e nem devemos fazer isso”, lembrou o secretário. “Sabemos do afluxo muito grande de pessoas naquela parte da cidade, reforçado pelo surgimento de shopping nas imediações, e uma presença mais constante de policiais pode ser necessária. Vamos aproximar a diretoria do grupo com o 11º BPM, verificando também as sugestões da Brigada Militar”, disse o secretário adjunto, Juarez Pinheiro.
A vice-presidente do Simers, Maria Rita de Assis Brasil, destacou que saúde, educação e segurança precisam trabalhar juntas. “Nós, nas emergências e postos, normalmente temos um aglomerado de pessoas, algumas por vezes estressadas, que desencadeiam situações perigosas para a equipe e as demais pacientes. Há necessidade de aproximação com a Segurança Pública para que a pasta tenha olhar solidário com isso”, relatou.
Com informações do repórter Marcos Koboldt