Polícia

Homenagem marca um ano do desaparecimento da professora Cláudia Hartleben

Educadora foi vista pela última vez no dia 9 de abril de 2015 em Pelotas

Abraço coletivo ao prédio da UFPEL lembra desaparecimento de professora
Abraço coletivo ao prédio da UFPEL lembra desaparecimento de professora Foto : Angelica Silveira / Especial / CP
Neste sábado completa um ano que a professora do curso de Biotecnologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) Cláudia Hartleben desapareceu. Para marcar a data, nessa sexta foi realizado um abraço coletivo ao prédio onde fica o laboratório que a professora trabalhava. Aproximadamente 200 pessoas, entre professores, alunos da universidade, vestidos com roupas brancas, participaram do ato. Foi solicitado um minuto de silêncio e no final as pessoas bateram palmas para a educador.

“Simboliza um abraço a ela a nossa manifestação silenciosa. Não temos um fato novo e esperamos que tudo isto se esclareça e queremos mostrar que ela não será esquecida”, disse o diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade, Odir Dellagostin. A professora dava aulas há sete anos na universidade. “Sempre há a dúvida, mesmo com pouquíssima esperança de que ela esteja viva”, observa. Ele conta que foram divididos os encargos da Cláudia tinha entre os outros professores.

“O laboratório continua sendo utilizado pelos alunos que eram orientados por ela. A nossa proposta é transformar aquele local em um lugar que todos usem, apesar de que sempre vai ter a memória dela lá. Diariamente ocorrem situações que nos lembram da falta dela”, admite. Para ele, o sentimento de tristeza de falta nunca será esquecido, mas há esperança que as respostas serão encontradas. “O ato simbólico, em silencio, queremos que grite por nós, mostre o quanto sentimos a falta e almejamos resposta para saber o que aconteceu. É um momento triste, mas para recordar, manter via a lembrança de alegria que a Claudia representava para nós”, observou.

Para a última pessoa que viu a professora Cláudia, na noite de 9 de abril de 2015, Eliza Rossi Komninou ela está morta. “Já perdemos a esperança de encontrá-la com vida e tratamos como um assassinato. Acho que é um ato carinhoso a iniciativa da universidade, pois representa a preocupação da instituição com o que está sendo apurado”, relata a aluna do pós-doutorado. Ela diz estar, assim como todos esperando o julgamento do recurso do Ministério Público, em Porto Alegre.

“O que podemos fazer neste momento é demonstrar que estamos acompanhando e que seguimos com saudade de alguém que não merece a injustiça. Acreditamos na denúncia do promotor”, afirma. O delegado da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, Félix Rafanhim, responsável pela investigação do desaparecimento afirma o trabalho da polícia não se encerrou no caso. “Estamos realizando diligências relativas a solicitações do Ministério Público e a procura da materialidade direta”, diz.

A professora Cláudia Hartleben foi vista pela última vez no dia 9 de abril do ano passado, ao voltar para casa, por volta das 23h.