Polícia

IGP identifica apenado que estuprou mulher durante "saidinha" em Porto Alege

Homem de 44 anos teve prisão preventiva decretada quatro meses após o crime

Estuprador foi preso após análise genética do IGP
Estuprador foi preso após análise genética do IGP Foto : Polícia Civil / CP

Um homem de 44 anos foi identificado como estuprador, quatro meses após o crime, em Porto Alegre. Ele já cumpria pena em regime semiaberto. Na sexta-feira, o criminoso foi identificado por análise genética e depois preso preventivamente.

O estupro ocorreu em 16 de junho, na zona Sul da Capital, dois dias após a saída dele do Instituto Penal de Montenegro, no Vale do Rio Pardo. Isso porque ele havia recebido benefício de saída temporária, a chamada "saidinha", apesar de ter uma condenação por latrocínio.

A Polícia Civil indica que, no bairro Campo Novo, o apenado obteve uma arma de fogo e rendeu uma mulher de 18 anos. Ele obrigou a vítima a ir para um matagal, onde a amarrou com lacres plásticos e cometeu o estupro.

De acordo com a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o criminoso vestia máscara durante o ato. A intenção dele era não ser identificado. O estuprador, após violar a jovem, ainda a teria ameaçado de morte caso ela denunciasse o crime.

Ocorre que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) coletou material biológico na roupa íntima da vítima, o que serviu de base para exames de comparação genética. A análise apontou compatibilidade entre a amostra colhida e o perfil genético do suspeito. Ele já havia sido incluído no banco de perfis genéticos da instituição.

Entenda a comparação genética

O IGP explica que, quando um vestígio de tecido (como uma roupa ou roupa íntima) chega para análise, os peritos buscam visualmente a existência de manchas aparentes. Quando é o caso, eles fazem um recorte e testam para presença de PSA, que é uma proteína prevalente no sêmen de homens.

Se o resultado da amostragem for positivo, é feita a extração do DNA dessa mancha. Depois, ocorre a comparação com a genética de suspeitos. Caso não enxerguem manchas visíveis, os peritos fazem uso de luzes forenses para identificar marcas.

No caso de testes em que o DNA de um suspeito é coincidente com o de um vestígio extraído, um cálculo é feito para indicar a frequência daquela genética na população brasileira.

O método aponta valores superiores a 99,9% de raridade. Já os índices mais baixos, são confirmados analisando mais partes do mesmo DNA.