A suspeita é de que as empresas estejam por trás de crimes como evasão de divisas, manutenção não declarada de recursos no exterior, sonegação de informação em operação de câmbio, formação de quadrilha, contrabando e descaminho e lavagem de dinheiro. As companhias investigadas compravam produtos da Europa e Ásia, como brinquedos, artigos de decoração, peças automotivas e produtos de informática.
A investigação começou com a Operação Hércules, deflagrada em 2009. Os dados de clientes de um operador de câmbio ilegal foram confiscados pela Polícia Federal e pela Receita Federal. As 19 empresas investigadas eram clientes do doleiro e se utilizavam da estrutura oferecida pelo cambista para enviar recursos ao exterior, de forma ilegal, para o pagamento da diferença de preços em importações subfaturadas ou para pagar mercadorias contrabandeadas.