Os jornais americanos The New York Times, The Washington Post e a rede ABC News também repercutiram a notícia.
O texto comenta que Marielle era conhecida por seu trabalho social nas favelas da capital fluminense e que havia acusado policiais de usar táticas pesadas. Também lembra que os militares assumiram o controle da cidade no mês passado, após mais uma onda de violência. "Em 16 de fevereiro, o governo federal do Brasil colocou militares como responsáveis pelo policiamento local no Rio em meio a uma onda de violência. Até agora, não há indicações de melhoria na segurança na cidade", trouxe a reportagem.
Todos os veículos destacaram a importância do trabalho de Marielle na favela, como assistente social, e destacaram seus posts nas redes sociais, onde destacava a violência da polícia e das Forças Armadas na comunidade.
O chefe da segurança pública no Rio, Richard Nunes, prometeu uma "investigação completa" sobre o assassinato, que, no Brasil, vem sendo tratado como execução. Dois policiais disseram à AP que dois homens em um carro dispararam nove tiros no veículo que levava a vereadora de 38 anos e seu motorista. Para eles, Marielle parecia ser o alvo da ação.
Uma jornalista que estava sentada no banco de trás do automóvel ficou ferida, mas sobreviveu, segundo as autoridades. A reportagem explica que a conselheira era uma mulher negra, especialista em violência policial e que, no sábado, acusou oficiais de serem excessivamente agressivos com moradores das favelas. Membro de um partido de esquerda, a vereadora cumpria seu primeiro mandato no cargo. Seu partido pretende protestar contra a violência no Rio na sexta-feira. O ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, disse que a Polícia Federal ajudará a investigar sua morte.