Polícia

Imprensa internacional repercute morte de vereadora no Rio

Veículos destacam posts da Marielle nas redes sociais denunciando violência da polícia

Imprensa internacional repercute morte de Marielle e diz que segurança não melhorou no Rio
Imprensa internacional repercute morte de Marielle e diz que segurança não melhorou no Rio Foto : Mauro Pimentel / AFP / CP
A notícia da morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), assassinada na quarta-feira à noite no Rio de Janeiro, ainda aparece de forma tímida na imprensa europeia. O jornal britânico The Guardian é um dos que publicaram o texto da Associated Press (AP), que fala em "morte direcionada" da conselheira e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes, vítimas de tiros por dois homens em uma rua do centro da cidade. 



Os jornais americanos The New York Times, The Washington Post e a rede ABC News também repercutiram a notícia. 


 



O texto comenta que Marielle era conhecida por seu trabalho social nas favelas da capital fluminense e que havia acusado policiais de usar táticas pesadas. Também lembra que os militares assumiram o controle da cidade no mês passado, após mais uma onda de violência. "Em 16 de fevereiro, o governo federal do Brasil colocou militares como responsáveis pelo policiamento local no Rio em meio a uma onda de violência. Até agora, não há indicações de melhoria na segurança na cidade", trouxe a reportagem.



Todos os veículos destacaram a importância do trabalho de Marielle na favela, como assistente social, e destacaram seus posts nas redes sociais, onde destacava a violência da polícia e das Forças Armadas na comunidade.

O chefe da segurança pública no Rio, Richard Nunes, prometeu uma "investigação completa" sobre o assassinato, que, no Brasil, vem sendo tratado como execução. Dois policiais disseram à AP que dois homens em um carro dispararam nove tiros no veículo que levava a vereadora de 38 anos e seu motorista. Para eles, Marielle parecia ser o alvo da ação.

Uma jornalista que estava sentada no banco de trás do automóvel ficou ferida, mas sobreviveu, segundo as autoridades. A reportagem explica que a conselheira era uma mulher negra, especialista em violência policial e que, no sábado, acusou oficiais de serem excessivamente agressivos com moradores das favelas. Membro de um partido de esquerda, a vereadora cumpria seu primeiro mandato no cargo. Seu partido pretende protestar contra a violência no Rio na sexta-feira. O ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, disse que a Polícia Federal ajudará a investigar sua morte.